The Chatterbox
September 02, 2008
a bike faz campanha

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August 21, 2008
my brand new [keds] shoes

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Que fizeram bolhas nos meus pés, é claro!

Meus pézinhos de princesa estão se tornando um grande incômodo na minha vida. Já não consigo vestir sapato algum, até os confortáveis me machucam, quem dirá os de salto alto. Sapato vagaba made in china não posso nem passar perto que meus pés já ficam vermelhos. Compro sapatos bons, ortopédicos, de couro amaciado, com sola super estofada, design ergonômico, mas nada disso ajuda. Até os sapatos velhos, já amaciados, me causam bolhas se deixo de usar por um tempo. Tem sapato que simplesmente não dá, ficam encalhados, apesar de lindos, a às vezes até caros. Tenho, além dos chinelos de dedo, três sapatos que não me machucam, entre eles um tênis. Essa sapatilha nova tá com cara que vai ser outro suplício. Ouch!

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August 20, 2008
e aí, já acabou?

Eu detesto esportes. Nunca assisto eventos competitivos e não ligo a mínima pra quem ganhou, menos ainda pra quem perdeu. Acho tudo uma chatice monstruosa, não desperdiço um micro-segundo do meu tempo com esportes. Mas as olimpíadas me fazem pensar e lembrar de outra coisa. Durante o tal evento, em 1992, eu estava com a minha casa piracicabana toda desmontada, esperando para embarcar para nossos anos no Canadá. O Gabriel já estava na casa dos meus pais em Campinas, o Uriel estava correndo pra lá e pra cá atrás das últimas e definitivas burocracias e eu passei uns dois dias no apartamento vazio, somente um colchonete fino de solteiro estendido na sala, onde tinha também uma tevê preto & branco que só pegava um canal. E nele passava eventos das olimpíadas em Barcelona. Não lembro de assistir nada em particular, mas a tevê permanecia ligada só para quebrar o silêncio da casa vazia e apaziguar minha ansiedade e angustias com a perspectiva da nova vida que iríamos iniciar. Toda vez que acontece uma olimpíada eu somo quatro anos à nossa empreitada internacional que ficou definitiva e que com essa última completa 16 anos.

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August 19, 2008
iluminadores

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August 15, 2008
what is and what should never be

Na hora do almoço corri para desentupir a privada. As da minha casa entopem fácil, não precisa muito. Uma vez uma visita entupiu a do banheiro social e apareceu na cozinha pedindo panos de chão. Eu fui atrás para ajudá-la. Não posso descrever aqui o que vi, para não chocar os que não suportam cenas escatológicas. Mas minha visita estava tranquila, limpou tudo. Se fosse eu, na casa de alguém, teria desmaiado de horror e vergonha dentro do banheiro. Não iria pedir ajuda com tanta calma.

Depois de meses com aquele cabelo de louca das cavernas, finalmente peguei o cartãozinho com o telefone da pequena e ruiva Justine e fui lá cortar a juba, enquanto ela cantarolava—lará-lá-lálá. Cansei de tudo e mandei ela tosar. Ela mediu com o dedo, aqui? Não, pode cortar BASTANTE. E assim saí de lá dez quilos mais leve e com um corte de cabelo que não me permite mais usar rabo de cavalo.

Tudo está relativamente bem. Eu queria que estivesse melhor, porque ansio muito voltar a ser um ser humano normal, que pode mergulhar numa piscina e nadar sem constrangimentos, pode montar na bicicleta e pedalar sem preocupações de será que vou encontrar uma vaga na sombra? But it takes time.

Ando deitando lá pelas 7:30 pm pra tentar, às vezes em vão, ler umas páginas de um livro, ver um filme. Capoto às 9pm, não acho isso muito normal, mas parece que meu corpo anda pedindo, implorando, descanso. Tem que aceitar.

Esse verão já deu, já encheu, se acabasse repentinamente amanhã, eu não ficaria triste. Infelizmente ainda temos muitas semanas de calor pela frente. Esta particularmente bem quente, o que desperta a monstra que vive enclausurada dentro de mim e que reclama, pragueja, chuta latas. Tudo pra nada, como é de praxe.

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August 13, 2008
Frankly, my dear, I don't give a damn

Será que isso é sinal da idade avançando, porque eu costumava me importar com muita coisa que simplesmente já não me importo mais. Costumava gostar ou desgostar de pessoas e objetos, que hoje não me dizem mais nada. Eram outros tempos, outra mentalidade, outra eu que não existe mais—ou melhor ponderou e andou pra frente sem olhar pra trás. E deve ser por isso que eu sinto tão pouca saudade, de lugares, gentes e histórias, pois o que se viveu já passou e se foi bem vivido não precisa ficar reprisando.

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August 12, 2008
alguém comprou flores

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August 05, 2008
com a língua de fora

Na verdade eu já estava cansada há algum tempo. Achava que era um cansaço relativo ao trabalho, à acordar cedo e correr o dia inteiro, pedalar ida-volta-ida-volta, fazer mil coisas nos intervalos, cozinhar, organizar, fotografar, escrever. Até fiz piada dizendo que tinha dois empregos—um oficial e com salário das 8 às 5 e o outro sem pagamento das 5 às 8 unoficialmente desempenhado nos headquarters do Chucrute com Salsicha. Eu andava cansada, muito cansada. Mas agora estou EXAUSTA. Naquele ponto de acordar cansada, passar o dia cansada e à noite fazendo o jantar sentir um cansaço tão extremo que chega a perturbar o pensamento, a coordenação motora, o bom senso. Quando você começa a chorar porque não consegue recolocar a tampa na lata de azeite e sente que vai desabar em consequência de uma fadiga galopante que está tomando conta de tudo, é hora de admitir que algo está errado. Estafa pós-operatória ou estafa de tudo mesmo? Não sei. E sinceramente não quero saber. Quero mesmo é poder voltar a funcionar normalmente, de preferência das seis da manhã às dez da noite. Seria possível?

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