The Chatterbox
April 23, 2016
o cachorro branco da casa azul

Na esquina da Second Street tem uma casa azul antiga, linda. Um dia passei em frente da casa e tinha um cachorro branco na janela. Passei em frente por vários meses e o cachorro estava sempre lá, olhando pra fora, com uma cara engraçada de excitado e curioso. Me acostumei com ele, achava tão legal, tão divertido, o cachorro na janela me fazia sorrir. Eu até acenava pra ele. Ele virou parte da minha rotina das caminhadas pela minha vizinhança. Um dia o cachorro sumiu. Achei que iria voltar, mas não voltou. Com o passar do tempo fui ficando triste, passava em frente da casa, olhava pra janela e nada. Elaborei várias teorias—ele morreu [nãooooooo!], saiu de férias [muito tempo], foi passar um semestre na Europa, o dono era roomate na casa e foi morar em outro lugar. Sempre falava com o Uriel sobre o cachorro, onde estaria, o que teria acontecido. Dobrava a esquina da Second já pensando nele, mas nunca realmente perdi a esperança de revê-lo. Ontem virei na Second, olhei pra janela, como sempre faço e meu coração se abriu como uma flor. Depois de meses, o cachorro estava lá outra vez! Acenei pra ele com um sorrisão escancarado—ELE VOLTOU! ELE VOLTOU! O cachorro nem me deu bola, continuou olhando pro horizonte, eu não causei nele o impacto que ele causou em mim. Fui engolfada por uma alegria imensa e um sentimento muito forte de positivismo e esperança. Caminhei dois quarteirões enxugando lagrimonas de alegria na ponta da echarpe. Minha felicidade não tinha tamanho. Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem, o cachorro branco da casa azul voltou!

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April 10, 2016
☙✿❧ this little thing called love ☙✿❧

No açougue do supermercado:
—não sei se você poderia fazer isso pra mim...
—posso fazer qualquer coisa por você!
Então ele fatiou os peitos de frango bem fininho. E eu fui pra casa e fiz involtini.

Meu filho chegou dizendo "ciao", contou muitas histórias engraçadas, vendeu o carro velho, comprou um mais novo e está tentando alugar um flat.
Minha vizinhança está impregnada com cheiro de flor de laranjeira, rosas e jasmim. Chega a dar uma tontura, mas está maravilhosamente lindo.
Morar na Califórnia é—poder ter aspargos todo dia na marmita durante a primavera. 💚
Fomos ver os portraits do Andy Warhol que estão em exibição em Sacramento.
O canal 40s Junction na rádio satélite no meu carro tocou somente Doris Day num final de semana inteiro, em homenagem aos 92 anos dela!
Agora posso viajar como brasileira, como americana e como italiana.
Plantei seis pés de tomate.

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April 09, 2016
p i n k

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March 27, 2016
at the end of the day

Hoje capinei como nos velhos tempos e plantei seis pés de tomate.

Não curto muito a páscoa, a não ser pelos ingredientes de primavera [aspargos, ervilhas]. Faço o almoço do domingo por causa do Gabriel. Mas este ano ele não está aqui, então desanimei totalmente. Fomos almoçar fora. Não fiz nem comprei nada. Zero chocolate.

O português do meu filho é muito bom, mas agora que ele está numa imersão, aprendendo o italiano na Itália, tô reparando algo engraçado. Ele anda trocando palavras no português por similares em italiano. Fica parecendo ator de novela brasileira, falando italiano com aquele sotaque de palhaço. Mas ele tá recebendo elogios dos italianos, pela gramática e ausência de sotaque. Então palhaço é só mesmo na novela.

Meu filho tem a personalidade que eu gostaria de ter. Faz o que precisa e quer fazer, não se importa de não ser popular. E por isso mesmo é.

Coincidências da vida. Assistindo Flaked, tenho uma amiga que pedala uma bicicleta com cestinha [em Flaked é uma caixa de madeira] porque foi pega DUI e não pode mais dirigir até até pagar a multa toda [eles parcelam] e fazer e escola. One too many martinis.

Tanta tristeza nesse mundo e eu chorando por uma lebre atropelada na estrada.

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March 15, 2016
um amor sem tamanho

Meu marido e meu filho mudaram a minha vida e o meu mundo. Não sei como teria sido a minha vida sem eles. Com certeza, de alguma maneira, eu teria sido feliz. Mas não seria a mesma felicidade, seria uma felicidade diferente da que eu sinto agora.

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March 13, 2016
s. p . r . i . n. g
outro outubro outro outubro
outro outubro outro outubro
outro outubro outro outubro
outro outubro outro outubro
outro outubro outro outubro
outro outubro outro outubro
outro outubro outro outubro
outro outubro outro outubro
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March 08, 2016
o lenço

Outro dia fui trabalhar usando um lenço de pescoço que tem uma história peculiar. É um lenço com estampa de pele de animal. Nunca achei que fosse o meu estilo, mas acabei mudando de ideia. Meu irmão me deu esse lenço de presente, anos atrás quando ele foi morar em Londres. Eu guardei o lenço como recebi, na caixa, embrulhado lindamente em papel de seda. Nunca usei e um dia resolvi dar ele de presente pra outra pessoa. Uns anos depois recebi um presente da pessoa pra quem eu tinha dado o lenço e quando abri—adivinha só— era o tal lenço, ainda na caixa, embrulhado lindamente em papel de seda. Quando recebi o lenço de volta, exatamente do mesmo jeito que tinha recebido e dado, entendi que ele era pra ser meu. A pessoa que me representeou com o presente que eu a representeei não era novata nessa dinâmica. Ganhei muitos presentes dela que tinham sido comprados por mim e dado para ela. Ela faz isso normalmente, o tempo todo, nenhuma surpresa ai. A grande surpresa de receber o lenço de volta é que achei que ela iria realmente gostar dele e usar. Pra minha sorte não foi o caso e agora eu mesma uso o presente que foi originalmente intencionado pra ser meu.

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February 23, 2016
☙ waiting for a friend ❧

Querido A. Sinto imensamente a sua falta. Mas não volte até você estar duzentos por cento recuperado, porque neste momento sinto que nosso ambiente de trabalho está contaminado por alguma praga, há muitos doentes, é uma gripe nojenta, e a cada semana mais inocentes caem enfermos. Eu mesma fiquei doente novamente durante o final de semana prolongado e ainda não estou me sentindo lá grandes coisas. Muita gente veio falar comigo depois que recebemos aquele email requisitando doação de férias pra você. Alguns estavam assustados pensando que você estava com alguma doença séria. Espero que nossos colegas tenham sido generosos e você tenha conseguido todos os dias que precisava. Estou contente que você está se sentindo melhor e mal posso esperar para vê-lo de volta. Sinto muito que não consegui ir te visitar. Eu fiz planos [arruinados pela praga] e até te preparei um vidro lindo com sal aromatizado com laranja e alecrim. Descanse bastante e se alimente bem. F.

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